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O modelo de financiamento per capita e por valor em sistema de saúde português

Conheça, em primeira mão, a trajetória e os resultados de um sistema de saúde público de Portugal, que atende 318 mil cidadãos e é referência mundial em eficiência no atendimento e entrega de valor em saúde ao paciente.

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Entendendo o case

A Unidade Local de Saúde de Matosinhos é uma entidade pública empresarial fundada em 1999, com a finalidade da prestação de cuidados de saúde primário e hospitalar para a população deste município, vizinho de Porto. Possui autonomia financeira, patrimonial e administrativa, e faz parte de um grupo de 8 Unidades Locais de Saúde em Portugal. Sua sede administrativa está localizada no Hospital Pedro Hispano, e, por estar no meio urbano e bem próxima à segunda maior cidade do país, a ULSM cobre hoje uma população de 318 mil cidadãos. A qualidade está no DNA da instituição, que tem os seus serviços devidamente avaliados e certificados.

Ao longo dos mais de 20 anos de história, a entidade experimentou variados modelos de financiamento:


• Entre 1999 e 2002 era um formato de subsídio.


• Em 2002 formou-se um modelo de financiamento misto que tinha, para os cuidados básicos, pagamento por capitação e para os cuidados hospitalares pagamento por episódio, por linha de cuidado ou ato de cuidados hospitalares. E, paralelamente, foi criado um conjunto de objetivos de qualidade e de eficiência.


• Em 2008, quando surgiram as outras unidades de saúde, o modelo de financiamento foi alterado, passando para o pagamento por capitação.

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Na capitação da ULSM, o valor per capita tem um ajustamento por risco que é medido 60% pelo estado de saúde e 40% por determinantes em saúde da despesa e outras variáveis que incrementam ou reduzem o valor do pagamento. São elas:

Fluxo de doentes

Qualidade e eficiência

Produção hospitalar

Poupança com medicamentos

Em 2009, para que pudessem cumprir os objetivos do novo modelo de financiamento que é inteiramente baseado na eficiência hospitalar, o Conselho de Administração propôs uma reorganização interna, que passou pela criação de unidades intermediárias de gestão reportando diretamente a ele, e pela utilização da ferramenta de gestão Balanced Scorecard.


A reestruturação seguiu os passos de formação da equipe de gestão, reuniões de desenho do mapa estratégico, definições dos indicadores de comportamento e de resultados, contratualização interna e acompanhamento e monitoramento.

A Administradora da Unidade Local de Saúde de Matosinhos, Beatriz Duarte, cita exemplos de geração valor para os pacientes com base em cada perspectiva do método estratégico BSC:

Na perspectiva aprendizado: É feita a constante mensuração da satisfação dos pacientes e análise das causas das reclamações. Depois disso, as devidas ações são tomadas.

Na perspectiva de processo: Foi estruturada uma equipe de suporte a doenças crônicas e complexas com excelência na prática clínica que gerou melhor comunicação com paciente/familiar, redução de 72% nos episódios de urgência e de 78% no número de internações.

Na perspectiva econômico-financeira: Por meio da introdução de eficiência na prática clínica, os custos operacionais foram bastante otimizados, resultando no menor custo por doente-padrão dentre todas as unidades.

Na perspectiva cliente e comunicação: Para a melhoria da percepção de satisfação foram realizadas ações como acompanhamento personalizado do atendimento, garantia de acesso com tempo adequado e promoção de ganhos na saúde de hipertensos.

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Com o relato da experiência da Unidade Local de Saúde de Matosinhos fica evidente que, para o ganho em qualidade e eficiência com entrega de valor ao paciente, é necessário um sistema de gestão estruturado com monitoramento, análise e proposição de melhorias nos processos e no desenvolvimento do corpo clínico.

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